Não nascemos capacitistas, aprendemos a ser!

14/04/2026 15:58

[Descrição da frente do panfleto] A imagem é um panfleto nas cores azul, roxo e amarelo, dividido em duas colunas verticais. Na coluna da esquerda com fundo azul claro, o título em negrito: “NÃO NASCEMOS CAPACITISTAS, APRENDEMOS A SER.” Abaixo o texto: Preconceito e discriminação são adquiridos socialmente, por isso, diariamente temos o dever e a responsabilidade de educar crianças para serem anticapacitistas. A pergunta que fica é: como fazer isso? Então, aqui vão algumas sugestões para pôr em prática com as crianças:
1: NÃO SILENCIE!
Conversar abertamente sobre situações que aconteceram, explicar sem desvios e não vitimizar e, ao mesmo tempo, não reduzir a situação à deficiência, é um ótimo começo para a não-desumanização da pessoa.
Bloco Amarelo:
2: ESTIMULE A CURIOSIDADE COLETIVA.
Crianças são naturalmente curiosas sobre o que observam ao seu redor. Desse modo, quando elas fizerem perguntas do tipo: “Você nasceu assim?” ou “Por que você não anda?”, estimule-as a desenvolver uma curiosidade crítica em torno de perguntas sobre como também podem se relacionar com a pessoa/criança, tais como: “Você consegue acessar todos os espaços da escola?” ou “Como posso me comunicar com você?”.
Bloco Roxo:
3: UM CONTATO PARA ALÉM DA ESCOLA.
Promover a relação entre crianças com e sem deficiência a ajuda a olhá-la para quem ela é: o que gosta, como brinca, como se relaciona, como se comunica, de modo que a deficiência não define quem é esta criança. Além disso, o contato com histórias, livros ou filmes com pessoas com deficiência também são importantes, quando focam na sua potência.
4: ESCOLAS INCLUSIVAS.
Valorizar e defender a escola inclusiva entendendo que a inclusão se faz com a participação de toda comunidade escolar, são práticas que também compõem uma educação anticapacitista. Não existe um profissional da educação inclusiva ou o aluno da “inclusão” e, sim, uma escola inteira que se beneficia com a inclusão de todes.
Ao centro superior da imagem, uma ilustração de uma criança sorridente, de pele marrom, cabelo escuro e liso com franja, usando blusa azul e fazendo o sinal de “amor” em Libras. [Fim da descrição]

 
[Descrição do verso do panfleto] No verso do panfleto há uma divisão de três colunas, nas cores amarelo, roxo e azul. Na coluna da esquerda com fundo amarelo, o título em destaque curvo: O QUE É CAPACITISMO? Seguido do texto: Capacitismo é um preconceito que tem como base comparar e definir as pessoas por sua capacidade, e esse preconceito está interligado com o ato de discriminar pessoas com deficiência.
Abaixo com fundo roxo, a frase em negrito: O ANTICAPACITISMO DEVE SER UMA LUTA DE TODA A SOCIEDADE, MAS SEMPRE TRAZENDO COMO PROTAGONISTAS AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.
Na coluna direita com fundo azul, o titulo “Termos a serem excluídos:” Em seguida o texto explicativo: “Portadores de Necessidades Especiais” (PNE):
Considerado incorreto porque a deficiência não é algo que se “porta” ou que pode ser retirado. Expressões como “necessidades especiais” colocam um peso de excepcionalidade nas condições das pessoas, o que é inadequado.

“Incapacitado ou deficiente”:
Também incorreto, pois limita a pessoa à deficiência e reforça a ideia de incapacidade. O termo correto é Pessoa com Deficiência (PcD). Utilize os termos em sua forma gramatical correta. Não use palavras no diminutivo quando falar ou referir-se a pessoas com deficiência, pois isso infantiliza e reduz sua capacidade.
Ao fim da coluna esquerda há dois QR Codes amarelos. Um com a legenda: Descrição de imagem e outro: Livro “Como educar crianças anticapacitistas?” Na parte inferior do panfleto, logo da UFSC e dos autores com texto escrito: Panfleto idealizado por Araís Bernardo e Luz Cidade. No lado direito inferior uma ilustração de uma pessoa negra com óculos escuros, bengala rosa e short azul, ao lado de um cão-guia rosa. [Fim da descrição]

Ações desenvolvidas em 2025

14/04/2026 15:31

[Início da descrição: Banner com fundo azul e detalhes em círculos amarelos. No centro, o texto em letras garrafais amarelas diz “AÇÕES INTERNAS DESENVOLVIDAS EM”. Logo embaixo à direita, o número ‘2025’ aparece em azul dentro de um retângulo amarelo inclinado. Fim da descrição].

[Início da descrição: Banner com fundo azul e título em amarelo: “LUZES E FORMAS”. Ao centro, quatro fotografias sobrepostas registram atividades sensoriais no NDI. Três fotos mostram a projeção de luzes coloridas e circulares sobre as crianças em uma sala escura. A quarta foto mostra uma mesa de luz com formas geométricas e um coração, utilizada para explorar sombras e transparências. O conjunto de imagens transmite uma experiência de aprendizado lúdica e visual. Fim da descrição]

Atividades com luzes e formas são essenciais para o desenvolvimento cognitivo e perceptivo. Na proposta, explorava-se sombras, luz neon, produção de luz colorida com lanternas, luzes estroboscópicas e entre outras atividades que proporcionavam um ambiente seguro e estimulante. Fundamenta-se na Teoria Histórico-Cultural, entendendo a criança como sujeito ativo, movido pela curiosidade, pelas necessidades afetivas e cognitivas e pela relação dialética entre corpo, linguagem e cultura. As experiências com luzes, sombras e contrastes ampliam as possibilidades de exploração sensorial, imaginação e criação, favorecendo que cada criança atribua sentidos próprios às situações vividas, aspecto central para a constituição das funções psicológicas superiores.

[Início da descrição: Banner com fundo azul e título em amarelo: “LEITURA DE HISTÓRIA DO FUNDO DO MAR – G4”. Abaixo, três fotos sobrepostas mostram o material pedagógico: a capa de um livro de poemas infantis sobre o mar, uma folha interativa com figuras de peixes e golfinhos, e uma folha de atividade onde está escrita a sigla NDI. O material é lúdico e focado no desenvolvimento da leitura e escrita para crianças pequenas. Fim da descrição].

O livro “Poemas do fundo do mar” produzido por Araís Bernardo e Luz Cidade, também estagiários da Educação Especial, é um livro que adapta poemas com linguagem visual, para que a poesia possa ultrapassar as barreiras da linguagem convencional, por meio da Comunicação Aumentativa e Alternativa. 

 

[Início da descrição: Banner com fundo azul e título amarelo: “CRIAÇÃO DE HISTÓRIA PERSONALIZADA”. Ao centro, a capa de um livro intitulado “O DIA QUE BRILHAMOS COMO UM SOL”. A ilustração mostra uma menina loira sorrindo à frente de um grupo de crianças desfocadas. O material destaca a produção de conteúdos literários autorais e personalizados desenvolvidos no Núcleo de Desenvolvimento Infantil. Fim da descrição].

Este livro nasceu do desejo de trabalhar a diferença a partir de um olhar positivo, sensível e profundamente humano. Cada criança é única, tem jeitos próprios de ser, histórias singulares, modos particulares de brincar, imaginar, aprender, sentir e acolher o outro. Ao criar esta narrativa, buscamos valorizar justamente essas diferenças, mostrando que todos temos algo que fazemos muito bem, algo que ilumina os dias das pessoas ao nosso redor. Este livro também nasceu de um momento muito especial vivido em grupo. Reunimos as crianças e, uma a uma, perguntamos o que os colegas sabiam sobre ela, aquilo que mais gosta de fazer e aquilo que faz muito bem. As respostas vieram carregadas de afeto, cuidado e encantamento, revelando como as crianças percebem e reconhecem as potências umas das outras. Cada cena da história foi inspirada nesses relatos, que deram forma aos personagens, às ações e aos encantos que aparecem nas páginas. Assim, este livro é uma criação coletiva, construída a partir do olhar sensível das próprias crianças sobre seus amigos e sobre si mesmas. Assim como a professora Ingrid descobre, página após página, cada criança traz consigo uma potência: a arte, o sorriso, a coragem, a velocidade, o cuidado, o acolhimento, a curiosidade, a dança e a imaginação. E quando essas potências se encontram, nasce um grupo onde cada um pode brilhar do seu jeito, como um sol dentro de um céu coletivo. A ideia deste livro é celebrar aquilo que nos torna singulares e, ao mesmo tempo, nos conecta. É reafirmar para as crianças e para nós, adultos, que ser diferente é natural, é bonito e é necessário. Em comunidade, nossas diferenças não nos afastam. Elas nos fortalecem. Quando reconhecemos o valor daquilo que cada pessoa sabe fazer melhor, abrimos espaço para convivências mais justas, inclusivas e afetuosas. A escuta sensível das crianças e a organização deste trabalho foram orientadas pela pedagoga de Educação Especial Nitéri Vieira, que acompanhou todo o processo de criação.

[Início da descrição: Banner com fundo azul e título amarelo: “JOGO BOIZINHO-DE-MAMÃO – BASEADO NA HISTÓRIA DO NDI”. No centro, uma foto mostra um jogo de tabuleiro pedagógico com trilha numerada, potes com cartas de desafios e um manual de regras. O jogo utiliza a temática do folclore local para ensinar a história do Núcleo de Desenvolvimento Infantil de forma interativa e divertida. Fim da descrição].

Jogos de Tabuleiro contribuem para o desenvolvimento da lógica, concentração, interpretação mas também funções que vão além do conteúdo, como as relações sociais entre os jogadores. Aqui, se adiciona um propósito cultural de fortalecimento e preservação da identidade regional.

[Início da descrição: Banner com fundo azul e título amarelo: “PASTAS DE MÉTODO TEACCH”. No centro, quatro fotos exibem pastas de atividades pedagógicas estruturadas. As atividades incluem pareamento de animais com suas peles, montagem de cenários naturais, associação de cabeças de animais aos corpos e encaixe de formas geométricas coloridas em silhuetas. O material é plastificado e utiliza velcro, visando a organização e autonomia no aprendizado infantil. Fim da descrição].

Atividades de pareamento tem como objetivo identificar padrões, beneficiar a atenção e o raciocínio lógico e estimular a memória visual. Já, os jogos de encaixe ajudam no desenvolvimento da coordenação motora, no reconhecimento de formas e cores, na concentração e na resolução de problemas. Além disso, estimulam a imaginação e a interação social.

 

 

Quem somos nós?

09/04/2026 14:38


     A Educação Especial no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI/UFSC) constitui-se como uma área transversal que fundamenta suas ações na perspectiva da educação inclusiva. O compromisso central da equipe é garantir que o direito à educação pública e de qualidade seja efetivado para todas as crianças, com foco prioritário naquelas que compõem o público-alvo da educação especial (PAEE) e nas que apresentam especificidades em seu desenvolvimento. Esta atuação integra-se organicamente ao tripé ensinopesquisa extensão, tratando a diversidade como um valor pedagógico que enriquece a experiência coletiva na Educação Infantil.

     O principal objetivo da Educação Especial no NDI é identificar as barreiras que podem dificultar ou impedir o acesso e participação de crianças público-alvo da Educação Especial e também de crianças com especificidades em seu desenvolvimento, de forma a fomentar ações com vistas a ampliar sua participação e potencializar sua aprendizagem nas propostas coletivas, considerando suas especificidades e singularidades. 

     No NDI este campo de atuação é desenvolvido pelas Pedagogas de Educação Especial e Intérprete de LIBRAS, com apoio de estudantes da graduação que contam com Bolsa de estágio não-obrigatório, em conjunto com os demais profissionais da Coordenação Pedagógica.

  A atuação da equipe de Educação Especial no NDI/UFSC desenvolve-se de forma articulada com os diferentes setores da instituição, visando à organização e qualificação das práticas pedagógicas inclusivas no cotidiano da Educação Infantil, a partir da Proposta Pedagógica do NDI (2014) e legislações e diretrizes que fundamentam a educação inclusiva, tais como,  Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, 1996)  e Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (2015).